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Fê Isis e Oscar mostram que é difícil, mas possível empreender e jogar vôlei ao mesmo tempo

Atletas do vôlei revelam como conseguiram se tornar exemplos para seus pares e caminho que pretendem seguir depois de deixarem as quadras

11/07/2020 17:29 Por: Ace Esportes e Entretenimento
Fernanda Isis e Oscar ainda brilham nas quadras, mas já estruturaram seu pós carreira (Fotos: Divulgação/CBV)
Quem nunca ouviu quem empreender no Brasil é difícil? E se tornar atleta de alto rendimento? São tantos percalços a serem superados para se atingir o mínimo de sucesso em ambos os caminhos. Agora imaginem conseguir caminhar nas duas frentes. É para pouquíssimos, sem dúvida. E nesse grupo seleto estão os jogadores Fernanda Isis e Oscar. Com caminhos bem diferentes, ela na quadra, ele na praia. Ele na bolsa, ela na moda. Eles compartilham a determinação para conseguirem seguir com suas carreiras, dentro e fora das quadras. E almejam um futuro onde colherão frutos dessa dupla jornada.

Com 18 anos de carreira, Fe Isis está há três anos empreendendo com a marca de roupas “Fe Isis For You” (www.feisis.com.br). E revela que tudo começou por acaso, para solucionar um problema comum para as mulheres que, como ela, são mais altas que a média.


“Eu não pensei em empreender, não imaginava ter uma marca de roupa. Comecei a fazer curso de costura para fazer roupas para mim. Sempre gostei de moda e várias roupas que eu via não conseguia achar o meu tamanho. Então fiz o curso. Quando eu vi, estava fazendo peças para as meninas do meu time também. Comecei a empreender sem perceber, a tirar 10 reais em uma peça, 20 reais em outra. Mas eu nem sabia o que eu estava fazendo na época e não imaginava que poderia fazer isso quando parasse de jogar. Fui aprendendo durante o processo”, disse a meio de rede.

Também há muitos e muitos anos no vôlei, Oscar passou a se interessar pelo mercado financeiro em 2011, quando lesionou o joelho e precisou ficar afastado das quadras. Aproveitando o tempo sem treinamentos, competições e viagens, estudou para entrar de vez no mundo dos investimentos.


“Fiquei afastado devido a uma lesão, fiz alguns cursos pela XP Investimentos e passei a ler bastante sobre o assunto. Desde então comecei a aplicar em ações, opções, derivativos e mercado futuro. Fui encontrando o meu perfil de investidor, perdi e ganhei dinheiro. A emoção era muito grande em fazer o day trade (compra e venda de ações no mesmo dia). Depois de alguns anos, me senti mais confiante e consegui ajudar alguns amigos que estavam passando por dificuldade em se organizar financeiramente. Contribui com alguns conselhos, planilhas, algumas broncas e dava opções de estudo para eles começarem a investir. Penso em ser um planejador financeiro, trabalhar com investimento ou em um banco. Enquanto isso, vou me capacitando. Estou terminando a faculdade de administração e, até o final do ano, quero tirar um certificado CEA (Certificado de especialista em investimento Anbima)”, explicou Oscar.

O acaso colocou Fê Isis e Oscar no caminho empreendedor. Mas antes disso, a jogadora tinha traçado um futuro bem diferente para seu pós-carreira, obviamente ligado ao vôlei, que é sua profissão desde o início do milênio.


“Minha marca não surgiu de um pensamento pós-carreira. Pelo contrário. Tenho uma amiga que dá aula em uma faculdade nos Estados Unidos. E meus planos para quando parasse de jogar sempre foram: me mudar para lá e dar aula de vôlei. Me preparei para isso durante uns dois ou três anos, mas o destino me mostrou que a minha aposentadoria será completamente diferente do que imaginei”, revelou Fê Isis.

A ajuda para nossos empreendedores terem certeza de que estão trilhando o caminho certo vem dos resultados obtidos até aqui, mas também dos amigos do vôlei, que servem como um termômetro sobre como está o atendimento ao cliente.


“Entre meus amigos sou um pouco de referência no assunto de investimentos. Costumam me ligar para saber sobre o mercado e sobre opções de investimentos. Costumo elaborar algumas estratégias junto com um amigo, Edson, que trabalha na XP, e isso serve de aprendizado e experiência para mim. Outro ponto legal é que minha esposa Laís é bancária. Ela me dá muitos conselhos sobre o mundo corporativo e é um grande estímulo para eu seguir estudando”.

Enquanto seguem pavimentando seus caminhos fora das quadras, dentro delas tanto Fernanda quanto Oscar seguem na ativa. A meio de rede, que completará 36 anos nesta sexta (17.07), defenderá o Brasília Vôlei e seguirá com a difícil rotina de ser jogadora profissional e empresária.


“Não faço nada além do que a vida de jogadora permite. Conforme a marca vai crescendo, consigo investir um pouco mais, mas quando vejo que não posso continuar, dou um passo atrás. E isso não é um problema. Trabalho com venda online e isso exige muita dedicação, principalmente nas redes sociais. Então é um processo mais lento do que poderia ser. Outra dificuldade é me mostrar como estilista também. Algumas pessoas questionam eu morar em outro lugar e minha marca estar em São Paulo. Percebo uma certa insegurança mesmo comigo explicando que eu jogo vôlei e preciso morar em outro lugar”, explicou Fê Isis.

Se não precisa mudar de casa, Oscar sofre com a rotina de viagens imposta pela vida de jogador profissional de vôlei de praia. Mas se utilizou da disciplina, herança do esporte, para se mante fiel aos seus planos. E também foi beneficiado com a tecnologia mais recente de ensino à distância.


“Sofro até hoje para conseguir conciliar os estudos com o alto rendimento. É realmente muito difícil, mas confesso que o ensino a distância facilitou demais a vida de quem viaja. Porém, é preciso ter mais disciplina para chegar em casa e estudar sozinho. Não é uma tarefa fácil para todos. Coloquei como meta pessoal ano passado que queria me formar esse ano. E precisaria de muita disciplina e foco, coisa que nós, atletas, temos muito. Espero que consiga. Ficarão pendentes apenas os estágios, que realmente é mais complicado em função da minha rotina de jogador”, finalizou Oscar.

Fotos: Arquivo Pessoal e CBV

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